Pular para o conteúdo

Como reduzir riscos com hardening em servidores Linux

10 de abril de 2025 por
Como reduzir riscos com hardening em servidores Linux
Solon Santos

Você tem um servidor Linux rodando uma aplicação crítica. Ele está no ar, funcionando bem. Mas aí vem a pergunta incômoda: ele está seguro?

Muita gente confia no mito do "Linux é seguro por padrão", mas a real é que todo sistema operacional precisa ser ajustado, endurecido — ou seja, receber hardening — pra resistir a ataques. Vamos bater um papo sobre como funciona esse processo e o que você pode fazer agora pra reduzir riscos no seu ambiente.

O que é hardening, afinal?

Hardening é como preparar um castelo pra guerra. O sistema pode até ter uma boa estrutura, mas você precisa fechar portões, levantar muralhas e limitar o acesso de quem entra.

No mundo Linux, isso significa:

  • Reduzir a superfície de ataque
  • Restringir permissões e acessos
  • Configurar o sistema pra se comportar de forma segura
  • Monitorar e responder a mudanças suspeitas

Não é mágica, é ajuste fino. E quanto mais automatizado e padronizado, melhor. Vamos por partes, como diria o Jack (você sabe qual).

1. Remova o que você não usa

Menos é mais. Quanto menos pacotes, serviços e portas abertas, menor a superfície de ataque.

# Ver serviços em execução
sudo systemctl list-units --type=service

# Ver pacotes instalados que não são essenciais
dpkg --list | grep -vE 'essential|required'

Se você não precisa de um serviço, remova ou desative.

2. Atualizações em dia sempre

Muitos ataques exploram falhas já conhecidas. Então, manter o sistema atualizado é uma defesa básica, mas poderosa.

sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Pro ambiente de produção, vale configurar atualizações automáticas (com critérios) ou usar uma ferramenta de gerenciamento centralizado.

3. Permissões e usuários sob controle

Nada de todo mundo com acesso root. Crie perfis separados, use sudo com critério e audite os acessos.

# Ver quem é sudoer
getent group sudo

# Limitar comandos específicos via sudoers
sudo visudo

E sempre que possível, use autenticação via chave SSH (nada de senha fraca por aí).

4. Proteja o SSH como se fosse a porta da frente

A maioria dos ataques automatizados começa tentando forçar acesso via SSH. Dicas práticas:

# Edite o arquivo de configuração
sudo nano /etc/ssh/sshd_config

# Reforce:
PermitRootLogin no
PasswordAuthentication no
Port 2222  # ou outro diferente do 22

Depois, reinicie o serviço:

sudo systemctl restart sshd

E monitore acessos com:

sudo journalctl -u ssh

5. Firewall e controle de tráfego

Linux já vem com o poderoso iptables ou nftables, mas você pode usar algo mais simples como o ufw.

# Ativando e configurando UFW
sudo ufw default deny incoming
sudo ufw default allow outgoing
sudo ufw allow 2222/tcp  # porta customizada do SSH
sudo ufw enable

6. Audite e monitore o sistema

Você precisa saber o que está acontecendo no servidor. Ferramentas úteis:

  • Auditd: monitora eventos sensíveis
  • Logwatch: envia resumos de logs por e-mail
  • Fail2ban: bloqueia IPs que tentam força bruta

Exemplo:

# Ver logs de autenticação
sudo cat /var/log/auth.log

7. Políticas de senha e bloqueio de conta

Senhas fracas são convite pra problemas. Reforce a política com pam_pwquality e limite tentativas de login.

sudo apt install libpam-pwquality
sudo nano /etc/pam.d/common-password

E combine com:

sudo apt install faillock

Vale a pena automatizar?

Sim. E muito. Usar ferramentas como Ansible, Chef ou scripts shell bem documentados garante que o hardening seja replicável, auditável e fácil de manter.

Quando sua empresa pratica hardening de forma consistente, ela mostra que tem um processo de segurança vivo, que entende riscos e age preventivamente. Isso ajuda não só na proteção técnica, mas também em auditorias, certificações (tipo ISO 27001) e na reputação da empresa.


Conclusão

Hardening em servidores Linux não é luxo — é o mínimo pra quem leva segurança a sério. E não precisa virar um ritual sagrado: com boas práticas, ferramentas simples e um pouco de método, dá pra proteger bem mais do que você imagina.

Aqui na Imara, a gente ajuda times a aplicar essas práticas com eficiência, mesmo em ambientes complexos ou com equipes enxutas. Queremos que segurança seja parte natural da operação, não um freio. E podemos monitorar suas estrutura para que os "bad guys" fiquem do lado de fora. Se quiser ver como está o nível de hardening dos seus servidores hoje, chama a gente. Podemos fazer esse diagnóstico juntos — sem drama, sem terrorismo técnico.

Monitoramento 24/7

A Imara oferece um Security Operations Center (SOC) completo, garantindo monitoramento contínuo, detecção proativa de ameaças e resposta rápida a incidentes de segurança. Com especialistas em cibersegurança e tecnologia de ponta, protegemos sua empresa contra ataques digitais, minimizando riscos e impactos operacionais.

Saiba mais

Fale com um especialista

E saiba mais sobre nossa Monitoração 24/7


O que você precisa saber sobre Pentest em aplicativos mobile