Auditor – Planilha de trabalho: revisar controles e dar veredito
A planilha de revisão é onde o trabalho acontece. A tela descreve o objeto com precisão: cláusulas e seus requisitos, com a instrução de avaliar cada requisito e registrar o veredito.
Dois modos de trabalhar
Você escolhe o formato:
Lista mais detalhe. Os controles à esquerda, o detalhe do selecionado à direita. É o modo de leitura profunda.
Tabela. Todos os controles em linhas, com código, nome, testes, estado de qualidade e veredito. É o modo de varredura e de trabalho em lote.
A recomendação prática: comece na tabela para ter a visão do conjunto e identificar onde está o problema, e passe para lista mais detalhe para examinar o que exige leitura.
No modo de lista, se nada estiver selecionado, a tela orienta escolher um controle à esquerda.
Os quatro vereditos
| Veredito | Quando usar |
|---|---|
| Conforme | O requisito é atendido |
| NC Menor | Desvio pontual, sem comprometer o sistema como um todo |
| NC Maior | Falha significativa, ou ausência de um requisito |
| NC Crítica | Falha grave, com risco relevante |
Antes de qualquer veredito, o estado é sem veredito.
Um contador acompanha quantos requisitos foram avaliados do total, e os indicadores mostram conformes, não conformidades, pendentes e o total de requisitos.
O estado de qualidade é separado do veredito
Além do veredito, cada controle tem um estado de revisão de qualidade, com três valores: Pendente, Revisado e Sinalizado, e as ações de marcar como revisado e sinalizar.
A distinção entre as duas coisas é o que confunde no começo, e ela é útil:
O veredito é a sua conclusão técnica sobre o requisito.
O estado de qualidade é sobre o processo de revisão: aquele item foi conferido e está pronto para entrar no relatório, ou tem algo pendente que impede fechá-lo.
Na prática você usa os dois: dá o veredito, e marca como revisado quando aquele item está resolvido. Um item sinalizado é o que você quer olhar de novo antes de fechar.
O detalhe de cada controle
Ao selecionar um controle, três abas:
Evidências. O material que sustenta o requisito. A tela é explícita: evidências são somente leitura, enviadas pelo cliente. Se algo falta, o caminho é solicitar, e não editar.
Quando não há orientação de evidência cadastrada, a tela informa isso.
Testes. As verificações automáticas vinculadas ao controle, com a descrição e uma seção de por que isso importa.
Notas e achados. Os comentários daquele controle, identificando quem escreveu, entre auditor e cliente.
Uma ressalva importante sobre as descrições de teste
A aba de testes traz um aviso que merece atenção profissional: o conteúdo é gerado automaticamente e traduzido por máquina, e pode conter imprecisões.
Isso significa que a descrição do teste é um apoio à leitura, e não uma fonte normativa. Não fundamente um veredito na redação daquela descrição.
O que sustenta um veredito é o requisito da norma, o que a verificação efetivamente checou, e a evidência apresentada. A descrição ajuda a entender rápido; ela não substitui o seu julgamento nem o texto da norma.
Como conduzir a revisão
Uma sequência que rende, para cada controle:
- Leia o requisito.
- Veja o que os testes automáticos apuraram, se houver testes vinculados.
- Examine a evidência enviada pelo cliente.
- Decida o veredito.
- Registre uma nota quando o veredito não for óbvio. Especialmente em não conformidades, e especialmente quando você conclui conformidade apesar de algo parcial.
- Marque como revisado, ou sinalize se ficou pendência.
- Se falta informação, solicite ao cliente em vez de deixar sem veredito indefinidamente.
O passo 5 é o que mais protege o seu trabalho. Um veredito de não conformidade sem nota gera discussão; com nota descrevendo o que falta, gera plano de ação. E um veredito de conformidade com ressalva registrada é o que sustenta a sua conclusão se alguém a questionar depois.
O passo 7 é o que evita a planilha travada: requisito sem veredito bloqueia o avanço de fase do lado do cliente, e ficar esperando sem pedir não resolve.
O que fazer quando a evidência é insuficiente
O caso mais comum do trabalho, e vale ter um critério:
Evidência ausente. Solicite. Só depois avalie.
Evidência presente e vencida. É uma lacuna legítima. Vale solicitar a atualizada, e se ela não vier, a não conformidade é sobre a recorrência, e não sobre a ausência.
Evidência presente e insuficiente. Solicite o complemento, dizendo especificamente o que falta. Pedido vago gera material vago.
Evidência que comprova parcialmente. Aqui é julgamento, e vale registrar na nota o que foi comprovado e o que não foi, independentemente do veredito escolhido.
Quando a planilha está bloqueada
Ao entrar na fase de relatório, a planilha fica bloqueada, e a plataforma informa que isso acontece enquanto a auditoria está naquela fase.
É deliberado: o relatório precisa descrever um estado estável.
Se você precisa reabrir a revisão depois disso, o caminho passa pelo cliente: a rejeição da aprovação de qualidade dele reverte o engajamento para a fase de revisão e desbloqueia as revisões.
O contexto do engajamento
A planilha vive dentro de um engajamento que tem outras abas: controles, documentos, riscos, fornecedores, marcos, aprovação de qualidade, comentários e a própria revisão.
Elas dão o contexto que o requisito isolado não dá, e os tutoriais seguintes desta categoria as cobrem.
Problemas comuns
Não foi possível carregar a planilha de trabalho. A tela oferece tentar novamente.
Não consigo registrar veredito. Confira se você aceitou o engajamento, e se a fase permite revisão.
A planilha está bloqueada. O engajamento está na fase de relatório.
Não foi possível salvar. Falha momentânea. Repita a ação e confira se o veredito foi registrado.
Nenhum teste vinculado. O controle não tem verificação automática. A avaliação depende da evidência enviada.
Nenhuma orientação de evidência cadastrada. Aquele controle não tem orientação configurada no ambiente do cliente.
A descrição do teste parece imprecisa. É possível, e a própria tela avisa. Fundamente o veredito no requisito e na evidência.
Este artigo foi útil?
